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Reforma trabalhista destrói mito da Meritocracia

Hoje eu vou dar uma de Poliana, aquela personagem de conto de fada que via o lado positivo até mesmo na desgraça. A Reforma Trabalhista, que elimina muitos direitos dos trabalhadores, reduzindo o trabalho aos níveis da informalidade, tem um lado bom: cala a voz dos conservadores, que na poderão mais usar o falso mito da Meritocracia para justificar suas crenças.
Para quem chegou a este blog por meio deste texto, Meritocracia é a tese fantasiosa que alega que se um empregado cumprir todas a rotina do trabalho, obedecer ao patrão e seguir rigorosamente as regras do mercado, ele enriquecerá e virará um magnata. Pura lenda.
A Reforma Trabalhista destrói de uma vez por todas a Meritocracia e arranca a máscara de boa índole de empresários, executivos e dos conservadores que os defendem. Vários pontos da reforma deixam bem claro que o trabalhador terá a mesma fragilidade do trabalho informal (como se vê no camelô) e a possibilidade de perder até mesmo o direito a salário é real. Mesmo não e…
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Precisamos falar sobre a ganância

A ganância é um dos maiores problemas da humanidade. Se achar melhor do que os outros e por isso querer ter mais que a maioria da população tem feito grandes estragos por toda a história mundial. Ninguém fala, mas a ganância é a base de qualquer tipo de guerra. É a base ideológica da lei do mais forte, o estranho "direito" do grande pisar no pequeno.
Teóricos de Administração e Economia não gostam de falar em ganância por acharem um conceito subjetivo, ligado á moralidade. Mas é preciso não fecharmos os olhos diante da ganância, pois a economia precisa estar em movimento para existir e a ganância retém renda e bens nas contas de magnatas tirando de circulação do cotidiano econômico da sociedade.
A reforma trabalhista aprovada recentemente na CCJ é na verdade a transformação da ganância em lei. A exploração do mais fraco, antes proibida pela CLT, agora foi totalmente liberada para o empresariado. Mente quem diz que a reforma trabalhista não vai tirar direitos. Mas quem conhe…

Crença na equiparação de grades e pequenos faz população ter piedade de grandes gestores, criando um pensamento conservador

Para a população, os grandes empresários são iguais aos pequenos. Porque os pequenos é que fazem parte da realidade da população. Os pequenos sofrem para manter seus negócios e costumam ser honestos, trabalhadores e não raramente altruístas. Os gestores de micro, pequeno e médio porte são realmente onde se pode ver exemplos de boa e excelente gestão.
Como falei acima, é o que a população consegue ver. A noção de empresariado da população mais leiga é o que ela conhece pessoalmente. Portanto, para a população em geral, empresários são trabalhadores, honestos, humildes e altruístas. E é desta forma que imaginam ser também os grandes.
As pessoas comuns não sabem como funciona o grande empresariado porque não tem acesso aos seus bastidores. Se baseiam no que conhecem, o que faz com que consigam enxergar no poderoso empresário aquele humilde quitandeiro da esquina. Mas um quitandeiro em proporções colossais. Se acham que o quitandeiro sofre, acreditam que o poderoso empresário sofra ainda…

Para população, grande empresariado age como o quitandeiro da esquina que ela conhece

A população brasileira tem uma confiança cega no grande empresariado, o que favoreceu o surgimento de uma onda neoconservadora que legitima as desigualdades sociais. A maioria da população, mesmo os mais pobres, estes por boa fé, passaram a ter sintonia total com a ideologia das grandes empresas. Porque isso acontece?
Na verdade, as pessoas não estão muito bem informadas sobre o pepel dos grandes empresários na política brasileira.O caso JBS revelou um surpreendente envolvimento do grande empresariado com esquemas corrupção. Mas o senso comum continua a tratar como caso isolado, como se não fosse regra empresários de grande porte se envolverem em corrupção. A imagem consagrada dos grandes empresários é a de coitados que dependem da misericórdia dos governos para poderem movimentar a economia.
A população menos informada, só conhece o que está ao seu alcance. Como ela não sabe do que acontece nos bastidores das grandes empresas, imagina ser similar ao que acontece nas quitandas e loja…

É ingenuidade micros, pequenos e médios empresários pensarem como os grandes

A falácia conhecida como Meritocracia tem servido não só de justificativa malandra para tentar justificar as desigualdades sócio-econômicas como também de ilusão para que pequenos empreendedores sonhem um dia em virar gigantescos empresários a querer mandar em governantes.
Mesmo que seja possível um pequeno se tornar gigante, as chances deste fato acontecer são extremamente reduzidas. Creio em torno de 0,0000000000000000001% de chance. Quase nada. 
Normalmente grandes empresários se tornam tais através de herança, fusões com outras empresas, rentismo e ações hipervalorizadas na bolsa de valores, ajuda dos governos e infelizmente, atos desonestos (como a corrupção). Trabalho duro dá dinheiro, mas em quantias moderadas. Ninguém fica rico só porque acordou cedo e cumpriu com eficiência uma rotina de trabalho.
É uma ignorância de muitos micros, pequenos e médios empresários de pensarem como magnatas, aderindo as tolices defendidas pelos ideais de direita (avessos ao progresso). Administr…

Reforma Trabalhista prejudicará empreendedorismo

Vamos reconhecer. Nem todos os chamados empreendedores estão a favor das reformas trabalhistas. Somente os rentistas, os gananciosos e os que conseguem obter lucros através de outros meios senão a venda de produtos e serviços. 
Há empreendedores sérios preocupados com a reforma trabalhista, que põe em xeque mais de 100 direitos adquiridos pelos trabalhadores. Quem estudou ou estuda Administração sabe que a evolução da capacidade de gestão se deu com o aumento cada vez maior da preocupação com o ser humano. Ou seja, o desenvolvimento da Administração é o desenvolvimento de seu lado social.
O que a reforma trabalhista pretende é justamente o oposto. O trabalhador volta a sua condição dos primórdios da Administração, quando era tratado como mero equipamento natural. Uma máquina criada para fazer o serviço e que quando "quebra" deve ser descartada e trocada por outra similar ou melhor. Era desta forma que o trabalhador era tratado e com o tempo esta noção foi desaparecendo.
Mas…

Modernização das leis de trabalho coisa nenhuma! Reforma é a volta da escravidão!

Parece que finalmente foi aprovada a reforma trabalhista. Quer dizer, o que a direita chama de reforma trabalhista. Pois reforma dá ideia de trocar uma coisa por outra melhor. Não será isto que vai acontecer. O que começa a partir de agora é a chamada precarização do trabalho, onde a voz do patrão será a única a ter valor e a chantagem o principal meio de negociação.
Aprendi em Administração que é uma tradição do empresariado brasileiro, sobretudo o de grande porte, ser autoritário, impaciente e avesso a diálogo. Isso será reforçado pelas novas leis trabalhistas. Esta tradição existe porque grande parte do empresariado brasileiro é descendente dos velhos senhores de engenho do tempo colonial. Obter vantagens as custas de sofrimento alheio é algo passado de pai para filho, o que justifica o pensamento escravocrata dos empresários atuais.
Não se engane com a postura pseudo-moderna do empresariado brasileiro. A mentalidade dos donos do meio de produção de nosso país é a mais retrógrada …