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Empresários, não gostam de trabalhar? Então para quê sabotar? Para quê trapacear?

O moralismo conservador é bem hipócrita. Crentes de possuírem o "copyright" de valores elevados como o trabalho, a religiosidade e o patriotismo, nada disso é posto em prática e o que se vê nos conservadores é uma ganância ensandecida e um desejo grande de vencer de forma mais fácil possível, de preferência passando por cima dos outros.
O golpe de 2016 e a "saída do armário" de um neo-conservadorismo semi-sádico mostram que os empresários, maestros dessa nova onda retrógrada, estão muito a fim de gastar e nada a fim de competir com as forças progressistas que vem ganhando eleições nos últimos anos e poderão ganhar as próximas. 
Como transferir defeitos próprios para os outros é especialidade dos conservadores, o jeito foi lançar mão de toda a calúnia e difamação para tentar enganar a sociedade inventando a falácia de que quem ajuda os mais pobres é corrupto e sanguinário e que bons mesmos são os magnatas gananciosos, supostamente dispostos a distribuir dinheiro pa…
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Renova Brasil: não caia nesta cilada

Uma iniciativa criada por um grupo formado pelos empresários mais ricos do país, chamada de Renova Brasil, ou Renova BR, tem a finalidade de preparar lideranças comprometidas com o neoliberalismo e que criem meios sutis de evitar a justa redistribuição de renda e o progresso de instituições brasileiras, o que poderia ameaçar a  hegemonia das grandes corporações do "Primeiro Mundo" e que prejudique os interesses particulares destes mesmos empresários.
Fracasso nas regiões onde a burguesia não é maioria
Esta iniciativa, criada para tentar salvar o neoliberalismo, que sofreu danos com a crise econômica de 2008, que se mostra um verdadeiro fracasso nas regiões onde a burguesia não domina, é liderada por Eduardo Mufarej, presidente da Somos Educação e tem o Luciano Huck como um dos patrocinadores e garoto propaganda de iniciativa. O ancião Abílio Diniz, o publicitário Nizan Guanaez (que pediu para o "mordomo" do Golpe de 2016, Michel Temer, aproveitar a impopularidade p…

Reforma Trabalhista, Crise de 2008 e Pejotização

A Reforma Trabalhista aprovada no governo golpista de Michel Temer, para quem leu todos os pontos detalhadamente e conhece como funciona as mentes dos maiores empresários do país, sabe que a mesma eliminará a dignidade do mercado de trabalho brasileiro a partir de agora. 
Na melhor das hipóteses, entraremos numa espécie de sistema de bicos, onde o emprego de carreira se torna um privilégio de poucos enquanto a maioria terá que se virar com formas precárias de empregos instáveis, sem o direito de administrar os gastos com salários, já que estes se tornam uma incerteza sem garantias, podendo ser cancelados sem aviso tendo a alegada crise como justificativa.
Temer foi um instrumento utilizado pelo "Deus-mercado" para realizar um golpe que servisse para preservar a ganância dos empresários, preocupados com os danos causados com a crise mundial de 2008. Em 1929, uma crise semelhante fez surgir o Nazismo na Alemanha, com medidas danosas aos cidadãos alemães, sobretudo os que pert…

A decadência de "João Dólar", o "João Trabalhador"

Dizem que mentira tem pernas curtas. Pode até ser que as pernas sejam mais longas do que se pensa, mas elas nunca crescem. Chega um momento que os fatos, com ajuda da lógica e do bom senso, acabam por derrubar qualquer mentira, desmascarando quem se beneficiar em enganar os outros.
João Dória, eleito em 2016 como prefeito da maior cidade do país, São Paulo - em si uma função de gigantesca responsabilidade e complexividade - tem se mostrado uma farsa, não apenas como prefeito, mas também como o gestor. Quem se lembra das campanhas dele, sabe que ele vendeu a imagem do "gestor", como se governar a maior cidade do país fosse tão fácil como administrar uma pequena quitanda de subúrbio.
O próprio João Dória, como gestor, é uma farsa. Na verdade, Dória é publicitário e seu verdadeiro dom está relacionado a esta função. E publicidade é o que ele tem feito quando começou a sentar na cadeira de prefeito e nada além disso. A alegada capacidade de gestor até agora não apareceu desde q…

CEO de Engenho

Há um mito, defendido pelos conservadores de que as nossas elites são responsáveis, altruístas e altamente interessadas no desenvolvimento do Brasil. É um mito falso, já que nada disso é observado na prática. Se lembrarmos do conservadorismo de nossas elites e do fato de que muitas ideias são passadas de pai para filho, nos lembraremos de que nossas elites não são só conservadoras como bastante retrógradas e pasmem: ignorantes.
Na verdade, as elites brasileiras são majoritariamente descendentes dos velhos senhores de engenho. Segundo intelectuais como Jessé de Souza, que lança agora seu novo livro, A Elite do Atraso, da Escravidão à Lava Jato, as nossas elites nunca deixaram de ser escravocratas. É um sonho dos homens mais ricos, sejam brasileiros ou estrangeiros instalados no país, de ter empregados trabalhando de graça, sem a troca de serviço por qualquer tipo de benefício.
Claro que este desejo de escravizar as classes dominadas é manifestado de forma bem sutil, para evitar o tach…

O perigoso envolvimento de empresas com causas sociais

"Façamos a nossa revolução, antes que os revolucionários as façam", deve dizer cada um dos capitalistas avessos à distribuições de renda mais justas e o fim das classes sociais. Em um mundo regulado pela moral pseudo-altruística mas ainda bastante ganancioso e que acha que os mais ricos são "vencedores justos" de uma "competição" que se inicia logo ao nascer, é preciso crir um falso equilíbrio entre ganância e generosidade.
A partir da segunda metade dos anos 90, as empresas encanaram de se envolver em causas sociais. melhor dizendo, o que as empresas entendem como "causas sociais", geralmente inspiradas na caridade paliativa praticada pelas instituições religiosas. É uma forma de caridade que não melhora a distribuição de renda, não ameaçando a ganância dos mais ricos e a estrutura de poder que os sustenta.
Mas para "ficar bem na foto", agradando a opinião pública e agregando confiança alheia, era preciso que empresários para lá de ga…

Reforma trabalhista destrói mito da Meritocracia

Hoje eu vou dar uma de Poliana, aquela personagem de conto de fada que via o lado positivo até mesmo na desgraça. A Reforma Trabalhista, que elimina muitos direitos dos trabalhadores, reduzindo o trabalho aos níveis da informalidade, tem um lado bom: cala a voz dos conservadores, que na poderão mais usar o falso mito da Meritocracia para justificar suas crenças.
Para quem chegou a este blog por meio deste texto, Meritocracia é a tese fantasiosa que alega que se um empregado cumprir todas a rotina do trabalho, obedecer ao patrão e seguir rigorosamente as regras do mercado, ele enriquecerá e virará um magnata. Pura lenda.
A Reforma Trabalhista destrói de uma vez por todas a Meritocracia e arranca a máscara de boa índole de empresários, executivos e dos conservadores que os defendem. Vários pontos da reforma deixam bem claro que o trabalhador terá a mesma fragilidade do trabalho informal (como se vê no camelô) e a possibilidade de perder até mesmo o direito a salário é real. Mesmo não e…